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A pintura antes da morte (parte 4)


Parte IV

A Sede do Monstro

 

A água suja movia-se como uma pele doente.

Lúcia permaneceu diante dela, segurando a vara com as duas mãos, enquanto pequenos peixes atravessavam a película oleosa da superfície. Sob eles, algo maior se deslocava entre latas enferrujadas, sacolas rasgadas e fragmentos de rede.

A entrada da caverna respirava às suas costas.

Não havia vento.

Mesmo assim, o ar entrava e saía da escuridão com uma cadência profunda, quase pulmonar.

“Escolha a isca”, repetiu Nyxara.

Lúcia abriu a pequena caixa de pesca.

Seus dedos pararam sobre os anzóis.

Então as imagens começaram.

Não surgiram como lembranças.

Foram lançadas em sua mente.

Peixes de corpos arredondados nadando entre pedras.

Olhos pequenos.

Bocas duras.

Ventre capaz de inflar diante do perigo, transformando fragilidade em ameaça.

Baiacus.

Suzana já lhe falara sobre eles.

Nunca os toque sem cuidado.

Nunca tente prepará-los.

Há criaturas que carregam a própria defesa dentro da carne.

Na visão oferecida por Nyxara, porém, aquele conhecimento infantil ganhou outra forma.

Lúcia viu o perigo escondido em determinados órgãos do peixe. Viu mãos desconhecidas cometendo erros. Viu pratos belos colocados sobre mesas elegantes e pessoas morrendo em silêncio, traídas por uma carne preparada de modo impróprio.

Não havia gosto capaz de denunciar completamente a ameaça.

Não havia cheiro evidente.

O veneno não precisava anunciar-se.

Entrava no corpo como uma sentença escrita em letras invisíveis.

Primeiro, a boca deixava de pertencer à vítima.

Lábios e língua eram tomados por um formigamento crescente.

Depois, os músculos enfraqueciam.

As pernas perdiam firmeza.

As mãos já não conseguiam segurar objetos.

A voz tornava-se arrastada.

A respiração diminuía, como uma porta fechando-se lentamente diante de alguém ainda consciente.

Na visão, não havia remédio milagroso.

Não havia absolvição engarrafada.

Quando a toxina avançava o bastante, restava apenas o corpo transformado em prisão, enquanto a mente assistia à própria carne abandonar suas funções.

Lúcia cambaleou.

A vara quase escapou de suas mãos.

“Não quero ver isso.”

“Precisa compreender aquilo que está pescando”, respondeu Nyxara.

“Você quer que eu mate Zack.”

A caverna permaneceu silenciosa por alguns instantes.

“Eu ofereci vingança.”

“É a mesma coisa.”

“Não.”

A voz da bruxa tornou-se mais baixa.

“Matar pode ser impulso, medo ou acidente. Vingar-se exige que a memória participe.”

Lúcia olhou para a água.

“E se eu me tornar como ele?”

Nyxara respondeu sem ternura:

“Zack mata para possuir. Você decidirá se age para interromper.”

A diferença não confortou Lúcia.

Diferenças morais raramente consolam alguém quando há um cadáver esperando no final da escolha.

Ela preparou a linha.

Prendeu a isca.

Lançou o anzol sobre a água turva.

Os círculos espalharam-se lentamente.

Esperou.

O silêncio entre as montanhas parecia maior do que o próprio mar.

Lúcia pensou em Camila.

Em Beatriz enterrada sob três pedras.

Em Renata na banheira.

Em Suzana caída ao pé da escada.

Pensou na forma como Zack pronunciava a palavra arte enquanto preparava mulheres para morrer.

A linha esticou.

A vara curvou-se com violência.

Lúcia segurou o cabo e puxou.

O peixe surgiu debatendo-se sobre a superfície. Tinha o corpo curto, manchas escuras e um ventre claro que começou a inchar quando deixou a água.

Um baiacu.

Pequeno.

Assustado.

Perigoso apenas porque o mundo lhe ensinara que sobreviver exigia carregar veneno.

Lúcia colocou-o dentro de um recipiente fechado.

Lançou novamente a linha.

Pescou outro.

Depois mais um.

A cada captura, novas imagens atravessavam sua mente.

Não eram instruções comuns.

Pareciam um rito.

Gestos que só faziam sentido dentro da presença de Nyxara.

A bruxa lhe mostrava sombras separando-se da carne, uma substância escura recolhida não por lâminas ou instrumentos humanos, mas por símbolos traçados sobre a tampa do recipiente.

Lúcia viu a própria mão desenhando círculos com tinta negra.

Viu a água dentro do frasco tornar-se turva.

Viu pequenas gotas condensarem-se sobre o vidro, embora não houvesse calor.

O conhecimento não pertencia à ciência.

Era uma alquimia impossível, dependente do sangue que Nyxara havia tomado e da fissura existente naquela caverna.

Um método que não poderia ser repetido fora dali.

Uma violência ensinada pela noite para ser usada uma única vez.

“Ele gosta de limão”, murmurou Lúcia.

A imagem seguinte surgiu imediatamente.

A cozinha.

A jarra de vidro.

Limões cortados.

Água gelada.

Açúcar.

Zack acordando com a boca seca depois de beber vinho durante a madrugada.

A mão dele abrindo a geladeira.

O hábito escolhendo por ele.

“Ele sempre bebe direto da jarra”, disse Lúcia.

“Predadores confiam em suas próprias casas”, respondeu Nyxara. “Acreditam que o perigo só existe do lado de fora.”

Lúcia recolheu a linha.

Os peixes ainda se moviam dentro do recipiente.

Sentiu pena deles.

Era absurdo.

Depois de tudo, ainda conseguia sentir pena.

Talvez isso fosse o que a separava de Zack.

Ou talvez fosse apenas outra história que contava a si mesma para continuar respirando.

“E depois?”

“A sede fará o restante.”

Lúcia olhou para a caverna.

“Você sabia que ele mataria Beatriz.”

“Sim.”

“Poderia ter me avisado.”

“Eu avisei que ele havia voltado.”

“Quando já era tarde.”

“Para Beatriz, sim.”

A crueldade daquela resposta atravessou Lúcia.

“Você não sente nada?”

A escuridão pareceu aproximar-se.

“Sinto o peso de séculos de mortes cometidas por homens que acreditavam possuir mulheres, mundos e verdades.”

A voz de Nyxara ecoou pelas pedras.

“Não confunda ausência de delicadeza com ausência de memória.”

Lúcia segurou o recipiente.

“Ela confiava em mim.”

“Então não permita que sua morte se torne apenas mais um quadro.”

A caverna silenciou.

Lúcia voltou-se para o caminho.

Antes de partir, ouviu a última instrução:

“Quando terminar, não olhe para o que preparou como veneno.”

“Como devo olhar?”

“Como tinta.”

 

 

Zack ainda dormia quando Lúcia voltou.

A porta encontrava-se entreaberta.

Ela entrou sem fazer ruído e deixou a vara junto à parede.

Na sala, Zack permanecia afundado na poltrona. A garrafa vazia repousava no chão. O copo pendia de sua mão aberta.

A televisão exibia imagens sem som.

Por alguns segundos, Lúcia observou-o.

O rosto relaxado parecia quase inocente.

Aquela era a obscenidade maior dos monstros humanos: continuavam capazes de parecer frágeis.

Respiravam.

Dormiam.

Tinham sede.

Lúcia levou o recipiente para a cozinha.

Fechou a porta.

Colocou sobre a mesa os objetos trazidos da praia. Não repetiu mentalmente o que Nyxara lhe mostrara. Não precisava.

O conhecimento estava dentro de seus dedos.

As mãos começaram a mover-se sozinhas.

Traçou sobre o vidro os símbolos vistos na caverna.

Usou uma gota do próprio sangue para fechar o círculo.

A luz da cozinha vacilou.

As sombras sob a mesa alongaram-se.

Dentro do recipiente, os peixes pararam de se mover ao mesmo tempo.

Uma substância escura surgiu nas paredes internas, condensando-se em pequenas gotas. Não escorria como água. Movia-se lentamente, contrariando a inclinação do vidro, reunindo-se no centro do símbolo.

Lúcia não compreendia o fenômeno.

Não queria compreender.

A compreensão completa era uma forma de intimidade, e já havia intimidade demais entre ela e a morte.

Quando o rito terminou, restou uma pequena quantidade de líquido quase transparente.

Parecia inofensivo.

A maldade também costumava parecer.

Lúcia descartou tudo que Nyxara mandara abandonar e lavou as mãos durante longos minutos.

O cheiro de mar permaneceu em sua pele.

Depois pegou os limões.

Cortou-os.

Espremer cada metade exigia força. Seus dedos ainda doíam dos ferimentos, mas ela não parou.

Misturou o suco com água e açúcar.

A jarra ficou cheia.

Amarela.

Fresca.

Comum.

Lúcia acrescentou o conteúdo preparado pelo rito.

O líquido desapareceu sem alterar a cor.

Por um instante, a superfície do suco refletiu não o teto da cozinha, mas o quarto dos retratos.

Nove mulheres penduradas na parede.

Camila.

Renata.

Beatriz.

Suzana entre elas, embora jamais tivesse sido pintada.

Então a imagem sumiu.

Lúcia colocou a jarra na geladeira.

Na prateleira mais visível.

Ao lado, deixou um copo limpo.

Zack não usaria o copo.

Nunca usava quando acordava com sede.

Ela conhecia seus hábitos.

Durante anos, esse conhecimento servira para evitar golpes.

Naquela manhã, serviria para marcar a hora de sua morte.

 

 

Lúcia subiu para o quarto particular.

Levava consigo uma tela nova.

Grande.

Maior do que todas as outras.

Colocou-a sobre o cavalete.

O espaço destinado a Beatriz permanecia vazio. Zack ainda não tivera tempo de pendurar o quadro na parede após a morte.

Lúcia fechou a porta.

Não trancou.

Espalhou as tintas.

Preto.

Cinza.

Branco.

Vermelho.

Um pouco de amarelo.

Durante anos, Zack descrevera cada cena.

Dizia onde posicionar os corpos.

Quais objetos incluir.

Como deveriam parecer os olhos.

Lúcia jamais escolhera uma morte.

Agora, pela primeira vez, a tela pertencia somente a ela.

Começou pelo fundo.

Não sentia sono.

O cansaço havia desaparecido sob uma ansiedade elétrica. O coração batia depressa, mas as mãos permaneciam firmes.

Cada pincelada parecia retirar alguma coisa de dentro dela.

Medo.

Culpa.

Vergonha.

A obediência acumulada em camadas.

A noite avançou.

Zack dormia no andar de baixo.

De vez em quando, roncava.

O som atravessava o teto.

Lúcia continuava pintando.

Não olhava para o relógio.

O quadro exigia tudo.

Quando terminou o contorno principal, percebeu uma sombra de Nyxara refletida no vidro de uma moldura.

“Está assistindo?”, perguntou.

A sombra não respondeu.

Lúcia prosseguiu.

Pintou até os dedos ficarem manchados.

Até a tinta secar em seus pulsos como sangue antigo.

Até a lua desaparecer e o céu começar a clarear.

Ao amanhecer, recuou.

A obra estava pronta.

Lúcia permaneceu diante dela por longos minutos.

Não sorriu.

Não chorou.

Apenas reconheceu o que havia feito.

Retirou um pano negro de dentro do armário e cobriu a tela.

Depois a pendurou na parede.

No centro.

Acima de todas as outras.

O pano ocultava completamente a imagem.

Zack não veria ainda.

Algumas verdades precisam esperar que a vítima esteja perto demais para fugir.

 

 

O cheiro de café espalhou-se pela casa pouco depois das sete.

Lúcia preparou pão, manteiga e frutas.

Colocou tudo sobre a mesa.

A jarra de suco permaneceu na geladeira.

Ela sentou-se e esperou.

Os passos surgiram no andar superior.

Zack desceu com o cabelo desarrumado e os olhos inchados. Ainda usava a roupa da noite anterior.

“Que horas são?”

“Sete e vinte.”

Ele gemeu e levou a mão à cabeça.

“Minha boca está seca.”

Lúcia observou-o caminhar até a geladeira.

Cada movimento parecia acontecer dentro de um quadro.

Zack abriu a porta.

Viu a jarra.

“Você fez suco?”

“Fiz.”

Ele retirou-a.

Como Lúcia previra, ignorou o copo deixado ao lado.

Levou a jarra diretamente à boca.

Bebeu.

Muito.

Parou apenas para respirar.

“Está forte.”

Lúcia não respondeu.

Zack bebeu novamente.

Quase metade da jarra desapareceu.

Depois a colocou sobre a mesa e sentou-se.

“Precisamos conversar sobre ontem.”

Lúcia passou manteiga no pão.

“Sobre Beatriz?”

O rosto dele endureceu.

“Não diga o nome dela.”

“Por quê?”

“Porque acabou.”

“Para ela.”

Zack bateu a mão sobre a mesa.

“Não começa.”

Lúcia ergueu os olhos.

“Você acha que estava possuído?”

Ele permaneceu em silêncio.

“Foi o que disse.”

“Eu não estava bem.”

“Você nunca esteve.”

Zack levantou-se.

Talvez pretendesse atingi-la.

Deu apenas dois passos.

Então parou.

Tocou os próprios lábios.

“Que gosto é esse?”

Lúcia olhou para a jarra.

“O limão?”

Ele passou a língua pela boca.

“Minha língua está estranha.”

Sentou-se novamente.

Flexionou os dedos.

“Está formigando.”

Lúcia não respondeu.

Zack bebeu mais suco, como se a sede pudesse corrigir aquilo que já começava a espalhar-se.

Terminou quase toda a jarra.

O líquido desceu pela garganta com a docilidade de uma bebida comum.

Poucos minutos depois, o copo que ele finalmente segurara caiu de sua mão.

Quebrou no chão.

Zack olhou para os dedos.

“Não estou sentindo direito.”

Tentou levantar-se.

As pernas falharam.

Ele segurou a mesa, mas seus braços já começavam a perder força.

“Lúcia.”

A voz saiu pesada.

“Chama… chama alguém.”

Ela permaneceu sentada.

Zack tentou caminhar.

Caiu de joelhos.

O rosto dele estava pálido. O suor começava a se acumular na testa.

“Que você fez?”

Lúcia colocou o pão sobre o prato.

“Preparei seu suco.”

Ele tentou xingá-la.

As palavras saíram deformadas.

Sua boca já não obedecia.

Zack arrastou-se pelo chão.

Cada movimento exigia um esforço desesperado. Os músculos pareciam desligar-se um após o outro, abandonando a arrogância que os habitara durante tantos anos.

“Ajuda…”

Lúcia observava.

Não havia triunfo em seu rosto.

A vingança real não se parecia com os filmes.

Não havia música.

Não havia libertação imediata.

Apenas um homem morrendo e todas as mulheres que não poderiam voltar.

Zack tentou alcançar o telefone sobre o balcão.

Os dedos tocaram o móvel.

Não conseguiram agarrá-lo.

Seu corpo tombou de lado.

A respiração tornou-se curta.

Irregular.

Os olhos, porém, permaneciam conscientes.

Era isso que o aterrorizava.

A carne falhava, mas a mente continuava ali.

Presenciando.

“Demônio…”

A palavra saiu quase sem som.

Lúcia levantou-se.

Aproximou-se.

Ajoelhou-se diante dele.

“Não.”

Zack tentou mover a cabeça.

“Nyxara não fez isso.”

Lúcia tocou o queixo dele, repetindo o gesto que ele tantas vezes usara para obrigá-la a olhar em seus olhos.

“Eu fiz.”

O medo dentro do rosto de Zack tornou-se absoluto.

A respiração enfraqueceu ainda mais.

Ele tentou falar.

Talvez quisesse pedir perdão.

Talvez ameaçar.

Talvez culpar outra coisa.

Nada saiu.

Lúcia permaneceu ali.

“Você disse que a morte virava arte quando tudo ficava silencioso.”

Os olhos dele moveram-se em direção à escada.

Como se tivesse compreendido.

O quarto.

Os quadros.

A tela coberta.

Lúcia aproximou o rosto.

“Seu quadro está pronto.”

Uma lágrima escorreu do olho de Zack.

O gesto não despertou compaixão.

Lágrimas não transformam monstros em vítimas. Apenas provam que até eles possuem nervos quando a dor finalmente escolhe o endereço certo.

O peito dele tentou subir.

Falhou.

Tentou outra vez.

O ar entrou em quantidade insuficiente.

Seus dedos estremeceram sobre o chão.

Depois pararam.

Os olhos continuaram abertos.

Lúcia contou os segundos.

Um.

Dois.

Três.

Nenhuma respiração.

A casa ficou imóvel.

Não era o silêncio que Zack admirava.

Era outro.

O silêncio deixado quando uma presença opressora finalmente desaparece e os cômodos ainda não sabem como existir sem medo.

Lúcia levantou-se.

Não chamou a polícia.

Não tocou no telefone.

Subiu as escadas.

Entrou no quarto particular.

Os quadros permaneciam nas paredes.

Todas as mulheres olhavam para o centro.

Para a tela coberta.

Lúcia segurou a extremidade do pano negro.

Por trás dela, a sombra de Nyxara surgiu sobre a parede.

“Terminou?”, perguntou a bruxa.

Lúcia olhou para a porta aberta.

Para o corredor.

Para a casa onde Suzana morrera.

“Não.”

Sua mão apertou o tecido.

“Ainda falta mostrar a ele.”

No andar de baixo, alguma coisa arrastou-se sobre o chão.

Lúcia ficou imóvel.

Zack estava morto.

Ela vira o peito parar.

Contara os segundos.

Mesmo assim, o som continuou.

Um movimento lento.

Pesado.

Como unhas procurando apoio.

A sombra de Nyxara inclinou a cabeça.

E, pela primeira vez, havia cautela em sua voz:

“Não retire o pano.”

Lúcia soltou o tecido.

Do corredor, vieram três batidas.

Uma.

Duas.

Três.

Mas não vinham da casa.

Vinham de dentro da pintura.

 

 (Continua...)

 



Os preparativos para o Halloween deste ano já começaram!

A Bruxa Nyxara está chamando você!



 
 
 

1 comentário

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Francis Wolf
22 de jun.
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Aqui, em "A sede do monstro", o ritual é feito. Talvez simbolicamente, quem pode afirmar?

"Há criaturas que carregam a própria defesa dentro da carne". A mulher faz tombar o predador que, por um tempo abissal, caçou a sua vítima com insana violência. Contudo, Lúcia é capaz de demonstrar alguma compaixão: 'Não desejo ver isto. Você quer que eu mate Zack?" - diz Lúcia a Nyxara. No entanto, os crimes necessitavam de ser interrompidos.

E um novo quadro está pronto. Zack é o personagem da sinistra pintura. À sua volta, os demônios do inferno e todo o medo e repulsa que as cores sombrias parecem ilustrar.

Sim, "é tarde para Beatriz". E para tantas outras.

Mas há "um movimento lent…

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